A importância dos dados para prever manutenção e crescimento do negócio

A intenção de investimento do setor empresarial demonstra sinais positivos para os próximos seis meses, é o que mostram os números da Sondagem Industrial da Confederação Nacional das Indústrias...

…CNI) atualizados em abril deste ano. Segundo estudo da entidade, a intenção de investimento ficou em 56,6 pontos no último mês, o que significa um percentual significativo de empresas dispostas a injetar dinheiro no negócio. O indicador da CNI varia de 0 a 100 pontos, e quanto mais perto do valor máximo, maior a disposição.

O que os números não mostram é em quê as empresas pretendem investir. Mesmo assim, uma prioridade de investimento precisa ser em diagnóstico para realização de manutenção preditiva. Este é um componente fundamental para a saúde do negócio porque decidir quando parar a atividade de uma máquina para repará-la pode custar alguns milhares de reais.

Por isso, implementar recursos digitais para extração e consolidação de dados sobre o funcionamento desses ativos é inegociável, e não só para evitar perdas, mas para aproveitar o potencial de cada máquina e prolongar sua vida útil. O resultado é redução de custos e aumento da produtividade. Dados do Digital Transformation Institute indicam que investir em digitalização de fábricas pode aumentar a produtividade em 27% em um período de cinco anos.

Pairam no ar, no entanto, dúvidas sobre como começar um processo de digitalização que resulte em recolha de dados para ajudar em decisões sobre manutenção preditiva. A questão é que este processo pode ser começado em fábricas de diferentes tamanhos e realidades de produção. Para as instalações fabris com número de motores e máquinas relativamente pequeno, ou até mesmo para um experimento, o Smart Sensor da ABB é um dispositivo que é acoplado à carcaça do motor de baixa tensão e extrai dados sobre o desempenho desse ativo. Algoritmos escritos pela ABB captam esses valores e enviam para o destino: smartphone, computador. 

Já no caso de instalações fabris maiores, com centenas de motores, o Smart Sensor também é adequado para extrair os dados dessas máquinas, mas trabalha em conjunto com o Asset Vista, aplicativo em nuvem que permite a  visualização do comportamento dos motores e avaliação sobre quando é necessário parar. As centenas de diagnósticos enviados pelo Smart Sensor informam à distância, mas com precisão, sobre a condição dos motores até de mais de uma fábrica. Trata-se de uma quantidade extraordinária de dados organizada por meio de um aplicativo e um equipamento que não requer infraestrutura tecnológica adicional. A ABB está conduzindo, inclusive, um projeto piloto no setor de alimentos com essas duas tecnologias.

Diagnóstico que vale o negócio

A intenção de investimento da indústria é positiva e alguns sinais de recuperação começam a despontar no horizonte. Porém, ainda é importante cautela com esse diagnóstico porque os efeitos da pandemia ainda se fazem muito presentes na economia, principalmente na indústria, que já amargava fraco desempenho antes de acontecerem as medidas restritivas em decorrência da pandemia.

A produção industrial avançou 3,9% em 2021, segundo dados do IBGE divulgados no começo de 2022. No entanto, o crescimento reflete muito mais uma base de comparação negativa, o índice despencou 4,5% em 2020.

Certamente, que a produção em alta, ainda que em comparação com desempenhos anteriores ruins, é melhor do que mais um tombo. Com intenção de investir à vista e uma aparente retomada, é hora de rever processos e modernizar a operação com consciência. E é possível, sobretudo com a tecnologia de ponta da ABB, começar ou recomeçar de forma adequada aos desafios, necessidades e ambições de cada tipo de negócio.

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Sobre o(a) autor(a)

Raphael Haddad

Raphael Haddad, Digital Leader Brasil para indústrias de processos e Vice-diretor de automação da ABINEE, já atuou como Gerente de Produtos de automação da ABB e como responsável pela área de automação para o segmento de Alimentos & Bebidas e Data centers. Engenheiro pela escola de Engenharia Mauá, com pós-graduação pela Fundação Getúlio Vargas (CEAG), curso extensão em administração pela EABS (Euro America Business School). Certificação recebida pelo IBGC (Conselho de Administração) e GAFM (Global Academy of Finance and Management). Porta-voz da ABB para entrevistas, principalmente focando na tecnologia e na indústria 4.0. Experiência de 15 anos, com passagem pelo R&D da ABB na Suécia.
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