Controlar emissões de gases é saudável para meio ambiente e para os negócios

Organizações internacionais, políticos, especialistas e empresas concordam: reduzir a emissão de gases de efeito estufa é urgente.

Dentre as motivações, a principal é conter o aquecimento global, que avança em velocidade meteórica. Outra razão importante também diz respeito à saúde de um outro ecossistema, o da atividade industrial.

Se reduzir emissões se tornou uma emergência para o meio ambiente, a mesma atitude é crucial para garantir a produtividade sustentável da indústria, sobretudo os setores de petroquímica e de energia. O segmento de petróleo e gás, por exemplo, é o que mais emite metano (CH4), gás que é o maior responsável pelo aquecimento global depois do dióxido de carbono (CO2).

Números reforçam que a intensa emissão de metano é uma ameaça ao meio ambiente tal qual o dióxido de carbono. Dados do Copernicus Climate Change Service (C3S), serviço de monitoramento do clima da União Europeia, indicam que a concentração de metano na atmosfera aumentou para um recorde anual de 1.876 partes por bilhão (ppb). Entre 2020 e 2021, as taxas de crescimento foram de 14,6 ppb e 16,3 ppb, respectivamente. Esses valores significam mais que o dobro da taxa média de crescimento anual verificada nos 17 anos anteriores.

Embora não seja possível, segundo o C3S, identificar precisamente quais fontes (naturais ou induzidas) foram mais ou menos responsáveis pelo aumento da concentração de metano na atmosfera, a responsabilidade de conter esse crescimento nocivo pode e deve ser assumida pela indústria. Não à toa, centenas de empresas brasileiras são signatárias de um compromisso para redução de gases de efeito estufa, o documento foi apresentado pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) na COP26, em novembro de 2021.

É inegável que a redução das emissões de gases, sobretudo metano e carbono, não se faz somente com boa intenção, mas com tecnologia de alto nível capaz de identificar fragilidades em plantas industriais com alta periculosidade e elevados índices de emissões.

A ABB desenvolveu a série AO2000, que é um conjunto de sistemas que detecta e analisa os gases emitidos pela atividade industrial, com sistema integrado de dados captados por meio de sensores instalados em ativos como chaminés. O complexo tecnológico pode ser customizado para otimizar diferentes realidades de produção em refinarias, indústrias de petroquímica, farmacêutica, de alimentos e bebidas, metais e minerais e de papel e celulose.

A presença da ABB no mercado de mensuração das emissões industriais é um indicativo da qualidade da tecnologia desenvolvida pela companhia. No setor de cimentos, a ABB detém o maior parque instalado com soluções de analisadores de emissões CEMS no Brasil. Em uma pesquisa realizada no LinkedIn com profissionais que utilizam essas tecnologias, 48% dos respondentes afirmam que preferem a ABB como fornecedor.

Mercado de carbono

Investir em tecnologia para controle de emissão de gases é importante não só para as indústrias cumprirem a legislação brasileira, mas também porque viabiliza o caminho para novos mercados como o de crédito de carbono, uma das principais pautas da COP26. A compra e venda de créditos entre países e empresas que conseguiram reduzir as emissões e aqueles com dificuldades para cumprir as metas de redução é uma possibilidade de transformar o controle das emissões de gases em negócio.

E o negócio pode ser bilionário. Segundo dados do ICC Brasil, representante da International Chamber of Commerce no país, o mercado de crédito de carbono pode gerar até US$ 100 bilhões em receitas para o Brasil.

Enquanto isso, na esfera regulatória, a sistematização do mercado de carbono dá seus primeiros passos. Em novembro de 2021, a Câmara dos Deputados aprovou o quesito de urgência na tramitação do Projeto de Lei 528/21, que busca formalizar esse mercado que, apesar de estar previsto em lei desde 2009, ainda é praticado principalmente por pequenas empresas.

A consolidação de uma atividade industrial que emite menos gases de efeito estufa está acontecendo, e tecnologias que possibilitam análise e controle de emissões são parte insubstituível dessa nova realidade. As empresas que empregarem bem ciência e técnica terão condições de assumir o protagonismo em seu ramo de atividade e de explorar novos negócios com qualidade.

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Sobre o(a) autor(a)

Mauricio Prates

Juntei-me à ABB Brasil a pouco mais de dois anos, na função de Analista de Aplicação sou responsável pelo suporte técnico e comercial aos times de BID e Vendas de PAMA, mais especificamente na divisão de Analítica fazendo a interface entre as demandas de nossos clientes e as equipes ABB. De formação eletrônica com especialização em Instrumentação Analítica e mais de vinte e cinco anos de experiência em indústrias químicas e petroquímicas. Já atuei em desenvolvimento de projetos como Consultor Técnico e em planejamento de negócio como Sócio Diretor em empresa de Engenharia.
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