O desafio de ser mulher, mãe, esposa e gestora

Imagem: http://rioclaroonline.com.br/category/movimento-feminista/

O verdadeiro sentido do dia internacional da mulher

Talvez não seja de conhecimento de todas as pessoas, mas o dia internacional da mulher, comemorado no dia 8 de março, foi fruto de um incêndio que ocorreu em 1911, na fábrica têxtil Triangle Shirtwaist, em Nova York. Nesta data, 100 operárias morreram pois não conseguiram evacuar o prédio devido às condições precárias de trabalho no local. Desde então, o mundo celebra esse dia como aquele em que as mulheres são reconhecidas por todo esforço despendido no trabalho, casa e sociedade.

Longe de ser o ideal, as mulheres têm ganhado espaço no mercado de trabalho desde então, e têm mostrado o quanto são essenciais em posições de liderança. É evidente como elas passaram a assumir cargos de gestão, isso porque conduzem essas posições de uma forma mais democrática e permitem que seus funcionários participem do processo de tomada de decisão, além de incentivá-los a desenvolverem relações interpessoais dentro da companhia. A sensibilidade feminina permite a criação de equipes muito mais heterogêneas, times que se complementam e trabalham de maneira sinérgica.

Essas conclusões foram tiradas a partir de uma pesquisa feita pela Universidade Carlos III de Madrid, que analisou os ambientes e relações de trabalho do Reino Unido. De acordo com a pesquisa, empresas que optam por mulheres em cargos de liderança possuem funcionários mais motivados, isso porque elas têm como hábito manter o feedback individualizado sempre que necessário.

Além disso, comprovadamente, as mulheres são capazes de fazer duas ou três coisas ao mesmo tempo, não deixando que nenhuma das tarefas seja executada de maneira razoável. Prova disso, é que além do trabalho, a mulher é capaz de cuidar dos filhos, se preocupar com a casa, marido e vida social. A realidade do Brasil mostra hoje que o salário da mulher é peça chave no orçamento familiar e por isso, poucas tomam a decisão de ficar em casa.

E mesmo àquelas que decidem dedicar-se aos filhos precisam ser muito autênticas e certas da decisão. A sociedade ainda é machista e julga essa atitude como “errada” ou “fora do padrão”, quando na verdade essa escolha cabe à mulher e ao seu esposo e ela não deixa de ser menos “mulher” e mais mãe por conta dessa postura.

O que fica claro a cada novo dia 8 de março é que nós, mulheres, já vencemos grandes barreiras contra o preconceito, mas ainda temos um longo caminho pela frente. A equalização de salários entre mulheres e homens é algo que se deve lutar, certas que de por meio da meritocracia nós podemos chegar a posições chave em grandes companhias, sendo mulher, mães, esposas, sem deixar que nenhum papel seja mais ou menos importante.

Parabéns a todos nós, mulheres, pelo dia internacional da mulher!

 

 

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Sobre o(a) autor(a)

Ludyane Lara

Sou formada em Comunicação Social, com ênfase em Jornalismo pela Universidade Federal de Juiz de Fora. Na ABB atuo como atendimento de Marketing e Comunicação para a divisão de Produtos para Eletrificação e Service Brasil. Amo a minha profissão e a possibilidade que ela me oferece de atuar com as palavras e principalmente com as pessoas, estar em constante contato com os funcionários e clientes é o que me move, sempre.
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