E se São Paulo parar?

Via Creative Commons por Zé Carlos Baretta

Milhares de mineiros, pernambucanos, baianos, gaúchos, chegam a São Paulo todos os dias.

Sem saber por onde começar, às vezes até mesmo sem saber onde e com quem morar, mas confiantes de que estão na cidade das oportunidades ou como sempre dizem “na cidade onde tudo acontece”.

Mundo das ideias a parte, vamos para a realidade. São Paulo é uma cidade com 11 milhões de habitantes que convive com um impasse diário chamado transporte público, com problemas de falta de moradia adequada para milhares de pessoas que buscam a metrópole como alternativa para uma melhor condição salarial, com uma população que necessita atravessar a cidade todos os dias para trabalhar, para se sustentar e ter o mínimo de prazer que a grande São Paulo oferece.

Em meio a esse impasse, essa mesma população receberá na próxima semana os jogos mundiais, sendo a primeira delas a estreia da Seleção Brasileira. Um evento de grande proporção que têm gerado discussões entre a população. Entre os questionamentos, prevalece o medo e a preocupação com o deslocamento casa – trabalho. Afinal, não sabemos se ao sair de casa em dias de jogos chegaremos ao destino e o pior, se conseguiremos retornar. Sabemos que esse é um questionamento diário para os moradores de São Paulo, mas em dias de jogos, essa temática ficará ainda mais evidente.

Alternativas em meio ao caos

Muito tem se discutido e pensado sobre formas de transportes alternativos em São Paulo. O caos no trânsito, o tempo perdido em longos congestionamentos virou rotina na vida das pessoas. Há grupos de ativistas que motivam o uso de bicicletas como veículo de transporte, mas na cidade não há infraestrutura adequada para absorver esses ciclistas. Há superlotação nas estações de trem e metrô e é sabido que esse meio de transporte, mais rápido e eficiente, não chega a todos os pontos de São Paulo.

Em países desenvolvidos, o transporte por meio de bicicletas não é só incentivado como há espaços adequados para a circulação desses ciclistas, como é o caso de Amsterdan, na Holanda. Em São Paulo, segundo a Associação Nacional de Transportes Público (ANTP), as bicicletas são responsáveis por apenas 1% das viagens diárias. Além de ser uma forma de desafogar o trânsito, as bicicletas ainda incentivam a prática de esporte e são ecologicamente corretas na questão de emissão de gás carbônico.

Em consonância com esse tema, a ABB investe em mercados cada dia mais evidentes quando o assunto é redução da emissão de CO2. O veículo elétrico é uma realidade presente em países de primeiro mundo, mas infelizmente o Brasil ainda está em fase inicial no debate deste tema. A ABB possui um portfólio de sistemas de carregamento de veículos e incentiva essa prática, porém é sabido que ainda há muito a se desenvolver no mercado de mobilidade sustentável, sobretudo no que diz respeito à disponibilização de mais postos de carregamento rápido para a população que faz uso desses veículos.

Muito há que se debater sobre o tema da mobilidade urbana no Brasil, ainda estamos aquém de muitos países e a maior parte da população ainda não se ateve às consequências graves desse impasse. O certo é que a Copa do Mundo de 2014 será um excelente trampolim para vermos como São Paulo irá se portar diante de uma multidão de pessoas tentando se deslocar no mesmo dia e no mesmo horário para o mesmo local. Será que de fato estamos prontos para sediar o mundial e posteriormente as Olimpíadas? Bom, agora já não há mais tempo de se questionar. A resposta teremos em breve.

 

 

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Sobre o(a) autor(a)

Ludyane Lara

Sou formada em Comunicação Social, com ênfase em Jornalismo pela Universidade Federal de Juiz de Fora. Na ABB atuo como atendimento de Marketing e Comunicação para a divisão de Produtos para Eletrificação e Service Brasil. Amo a minha profissão e a possibilidade que ela me oferece de atuar com as palavras e principalmente com as pessoas, estar em constante contato com os funcionários e clientes é o que me move, sempre.
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